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terça-feira, 12 de maio de 2015

Muriquinhos na Vivekinha - Parceria Saborosa

Este ano todo mês tem oficina do Muriquinhos na Vivekinha. A oficina de maio vai acontecer no dia 16. A proposta é brincar com a ideia de misturar arte e comida. Entre jujubas coloridas e imagens de obras de artistas que já exploraram esta ideia, cada participante poderá pensar em como a visualidade está presente nos vários ingredientes e receitas culinárias e criar desenhos e estruturas que mostrem todo o sabor de se expressar artisticamente.
Ligue lá na Viveka (2295-7961 ou 2225-1285) e reserve sua vaga.



segunda-feira, 16 de março de 2015

Clima de Brincadeira

É uma série de encontros/oficinas desenvolvidos pelo Grupo Muriquinhos especialmente para educadores e adultos brincantes.
Selecionamos da nossa bagagem algumas coleções de brinquedos e brincadeiras de muita estima. Juntamos a experiência de resgatar materiais que o grupo tem e a possibilidade de enxergar o brincar como uma bela história. Conversamos sobre tudo e organizamos cursos para professores e outras pessoas interessadas.
O adulto, em geral, acostumou-se com a rotina acelerada do mundo contemporâneo, sobrecarregando sua agenda com tarefas e trabalhos. O brincar foi aos poucos sendo empurrado para a área restrita da infância.
Não tendo tempo para brincar, o adulto distanciou-se dessa linguagem e alguns de seus valores acabaram esquecidos. Passou a não conseguir falar com, ou ouvir a criança, pois não entende sua linguagem.
É tempo de aclimar-se de novo. De entrar no clima de brincadeira. De se entregar ao brincar. Só assim a comunicação poderá fluir novamente!
Conheça alguns dos nossos temas/encontros:

- Jogo de corpo
- Por um fio
- Brinquedos que giram
- Brinquedos sonoros
- Brinquedos que voam
- Brinquedos molhados
- Brinquedos para a coordenação motora fina

E muito mais...
Entre em contato conosco e encomende o seu encontro brincante!

muriquinhos@gmail.com


Casa Lila


Projeto Casulo





domingo, 4 de maio de 2014

Arco e Flecha

O arco e flecha está estreitamente ligado à história da humanidade. Durante séculos serviu para a caça e para a guerra.
A postura do corpo, o refinamento nos gestos das mãos, a curvatura do brinquedo e do brincante... Podemos fazer inúmeras observações.
Ao atirar, os arqueiros contam com a ajuda de uma mira. O alvo, nem sempre é definido. Foi a lata, a caixa, o vazio...
O arco e flecha requer grande capacidade de concentração e pontaria, assim como boas condições físicas, imprescindíveis para conseguir o equilíbrio adequado entre as várias partes do corpo que intervêm na execução do disparo.
Nós escolhemos dois momentos diferentes para ilustrar este post. O primeiro foi no acampamento da família Sousa em Camburi, janeiro de 2013. O outro foi com a Bia e o seu avô, em abril deste ano.
Lembrei-me de um poema lindo que se relaciona com esses encontros...

"Vossos filhos não são vossos filhos.
São filhos e filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E, embora vivam convosco, a vós não pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Pois eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois o arco dos quais vossos filhos, quais setas vivas, são arremessados.
O Arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com sua força para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como Ele ama a flecha que voa, ama também o arco, que permanece estável."
(Khalil Gibran)













quarta-feira, 14 de abril de 2010

Tampas e tampinhas

Acho que de todos os materiais que reaproveitamos, as tampinhas ocupam o primeiro lugar da lista. Brincamos, dizendo que são muito valiosas. São como moedas, só que de plástico.
Só para apontar algumas vantagens: elas são pequenas, portanto fáceis de guardar. Em geral, são bem resistentes, o que torna o brinquedo produzido resistente também. Tem mil cores e formatos, o que favorece o processo de criação.
Se mesmo depois disso, você acha que tampinhas são inúteis, mande-as todas para os muriquinhos... ou quem sabe para esse artista que parece gostar tanto de tampas quanto eu...

A primeira vez que vi uma de suas obras fiquei curiosa. Depois passei pelo mesmo lugar com a Edna e a Andrea. A Andrea me contou que viu o cara (ops! o artista) colocando as tais tampas e também achou interessante (a Andrea já é toda contaminada com essa coisa de olhar de artista...). Dai em diante fui reparando que existem várias obras espalhadas pelas ruas perto do colégio onde trabalho (em São Paulo, na região do Butantã, Pinheiros e Lapa).
Mas hoje descobri uma obra sua em um lugar diferente: aqui na net. Estava bisbilhotando este blog de arte brasileira contemporânea, quando me deparei com as tais tampas, ou melhor, com a intervenção com tampas.
O nome do artista é Thiago Bender e o da obra é Olhos Cósmicos.
Procurei mais informações, mas ainda não encontrei. Foi então que tive uma ideia muriquinha:
é uma espécie de caça ao tesouro. Quem me mandar uma foto de uma obra do Thiago Bender (desta série das tampas) ou alguma informação sobre ele, ganha um brinquedo do muriquinhos. É só mandar para pri.okino@uol.com.br

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A oca em ação

Abrigo Mercantil, Franklin Cassaro, 2003
Sei que já contei sobre a oca ôca aqui. Mas tenho duas desculpas para falar dela de novo:
- acabei de receber um vídeo, feito pela muriquinha Adriana, com a oca em ação em um dos nossos projetos do ano passado (o Mar de Muriquinhos);
- e eu adoro muito a oca.
Como as duas razões são ótimas, vamos lá.
A oca ôca, que eu chamo assim porque em algum lugar do passado me apresentaram ela com esse nome (deve ter sido o Guilherme Teixeira... que como já disse foi quem me ensinou), é nomeada como "abrigo" pelo artista, Franklin Cassaro. O complemento do nome é dado pelo tipo de material que ele usa para fazer a oca, ops!, o abrigo: por exemplo, se usa o caderno de negócios do jornal, chama seu abrigo de mercantil. Assim, temos o abrigo enciclopédico e o classificado. Mas todos, no geral, são chamados de abrigos bioconcretos, que é uma palavra que o artista inventou para definir sua arte.
Foi o Franklin Cassaro quem inventou essa obra, que transformamos em brinquedo e apelidamos de oca ôca, mas eu aposto que ele teve ideia vendo aqueles balões que alguns chamam de galinha morta. Mas calma, no caso da oca ôca, não há perigo de incendiar nada. Um dia ainda vou conseguir falar com esse artista para confirmar.
Enquanto isso, os muriquinhos vão fazendo ocas por tudo quanto é lugar que passam. Um dia, o
Cassaro vai chegar num lugar, e algumas crianças vão mostrar o brinquedo que conhecem para ele... he he he.
Bom, vamos deixar de falatório, pois o vídeo diz muito mais...

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Brueghel

Essa dica de artista que pintou o universo das brincadeiras é da Rosana.
Pieter Brueghel pertenceu a uma família de pintores flamengos. Ficou conhecido como "o velho", para que não o confundissem com seus filhos que também seguiram sua arte.
Buscava inspiração em cenas do cotidiano e por essa razão, retratava aspectos da cultura popular local. Muitas de suas pinturas estão repletas de personagens, cada qual na sua ação. Na pintura "Brincadeira de Crianças" de 1560, por exemplo, podemos observar uma espécie de coleção de brincadeiras da época.


Mais interessante ainda, é perceber que várias das brincadeiras representadas, têm uma equivalente aqui no Brasil dos dias de hoje... Você consegue encontrar alguma neste detalhe?

Um site interessante para conhecer mais sobre Brueghel é este, feito por alunos da Anhembi Morumbi:
Não deixe de visitar a galeira virtual. Lá eles nominaram esta pintura de "Brincadeira de Rapazes". O desafio é encontrá-la!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Brincadeira pintada

Moleques pulando cela, 1958

Muitos são os artistas que usam a brincadeira como tema de seus trabalhos. O que vou citar hoje é Portinari. Como ele é brasileiro, podemos ter ideia do que se brincava no Brasil na sua época. Além disso, ele explorou o tema de brincadeiras em muitas de suas telas e de jeitos e estilos bem diferentes. São pinturas de crianças pulando carniça, ou cela, brincando de gangorra, soltando pipa ou papagaio, brincando de balanço e jogando futebol entre outras mil possibilidades de brincadeiras.

Ah! e tem também o site do Projeto Portinari, onde é possível conseguir muitas informações sobre sua vida e sua obra.


E se você quiser brincar com o personagem Candinho, baseado na infância do artista, acesse o link:

quarta-feira, 11 de março de 2009

Oca ôca




A oca é um "brinquedo" baseado na obra de Franklin Cassaro (Rio de Janeiro, 1962), um dos meus preferidos artistas contemporâneos. Seu site é http://www.bioconcretismo.blogger.com.br/
É possível fazer a oca de vários materiais. A primeira que vi do Cassaro era feita de jornal. Já fiz com papel de outdoor que conseguia de doação de empresas do ramo (ótimo para fazer vários trabalhos), de plástico bolha (fica sensacional), com desenhos colecionados de alunos (um jeito de resignificar os trabalhos deles) e com papel kraft. Os amarelos da foto foram feitos no Centro Cultural de São Paulo, junto com o Guilherme Teixeira, que foi quem me ensinou a primeira vez, quando a gente trabalhou juntos lá no CEU Alvarenga. Eles são de plástico de construção, comprado de metro, o que facilita bastante o trabalho.
Para inflá-la, basta agitar um de seus lados. É o momento mágico do brinquedo. Para entrar, uma pessoa deve levantar rapidamente uma das lateriais e quem for entrar deve ser rápido e cuidadoso.
Se você ficou interessado no passo a passo de construção, deixe seu email nos comentários.