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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Muriquinhos até debaixo d'água

Eu disse que a Rô começou 2014 com uma coceira para escrever. Ela me contou que já está pensando em mais dois textos. O que publico hoje está na minha caixa de emails já faz tempo, mas como o calor ainda não foi embora, a dica é preciosa. Aproveitem!



"Muriquinhos até debaixo d'água

Na passagem de ano de 2014, os muricos Sousa estavam em Valinhos na casa de parentes brincando na piscina quando, de repente, o Felipe, nosso sobrinho,  apareceu com um galão de água de 20 litros que eles usavam como bóia. A brincadeira foi certa. Ele disse que um dia pegaram esse galão de água que estava disponível, vedaram o bico com fita isolante e começaram a brincar de afundar o galão, o que não é nada fácil...  Descobrimos algumas maneiras de utilizar esse material na água além de guardar a água. É isso que os muriquinhos tem feito,  mudado as coisas de lugar.
Segundo Manoel de Barros:
“A última coisa para que a cadeira serve é para sentar.”

Pensando assim,  vejamos o que mais podemos trocar de lugar..."

Rosana Roza de Sousa







sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Choveu... brincadeira

A previsão era de chuva, mas só choveu brincadeira!
Nosso primeiro dia de brincadeira no parque não podia ter sido melhor. Começando pelo fato do Parque Vila dos Remédios, no Jaguara, ser uma delícia. O apelido desse parque é "Matão", pois ele tem um bosque bem denso. Tem também lagos com patos, marrecos e cisnes negros. Um ótimo lugar para passear com a família num dia ensolarado.
Montamos nosso cantinho muriquinho perto das quadras e na sombra de algumas árvores. Estendemos uma lona no chão e servimos muita brincadeira.
Chegou gente de todas as idades para brincar. Alguns só queriam olhar os brinquedos da nossa mini exposição interativa, que gostamos de chamar de "pegue e brinque". Outros passaram bons momentos construindo mergulhões, copinhos voadores, corrupios e petelecos.
Mas, como sempre tem um muriquinho para inventar moda... a dona Rosana, depois de tomar o seu lanche, voltou com a ideia de utilizarmos as embalagens que estavam sendo dispensadas nas barraquinhas de alimentação para fazer mais brinquedos. Improvisando ferramentas, surgiram brinquedos como vai e vem, bilboquê, labirinto, telefone de fio, galinha choca e uns tantos outros que não ganharam nome.
Toda essa brincadeira aconteceu com o apoio da Inova, da cooperativa Crescer e da Eco Cultural. E como brincadeira da uma fominha, tinha barraca de cachorro quente, refrigerante, pipoca e algodão doce, tudo de graça.
E a melhor notícia: provavelmente ano que vem tem mais "Muriquinhos no Parque".

Muriquinhos presentes:
Thomás, João Pedro, Pamela, Cecília, Cássia, Camila, Priscila, Rosana e João.


























quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Brincadeiras de palavras

Olha o alho
Na palavra
Que embaralho

Fique de olho
Na cabeça
Do piolho.

Tire o olho
Do meu macarrão
com molho.


"Muriquinho que é muriquinho" brinca até quando comete um erro. E é assim que o erro, muitas vezes, vira acerto. 
E foi assim, digitando correndo os emails que trocamos que começamos a perceber que algumas palavras ficam bem divertidas quando a ordem de suas letras é trocada. O verbo "olha" virou um cheiroso "alho", que puxou a rima com outro verbo, "embaralho" e virou um versinho.
E como "muriquinho que é muriquinho" não perde uma brincadeira, a Camila logo puxou o fio de outras rimas.
Este travalínguas de muriquinhos inaugura nossa seção de brincadeiras de palavras. E que venham muitas parlendas, versos, rimas, cantigas e outras poesias.

...

(... complementando a postagem...)
E não é que enquanto eu escrevia essa postagem a Camila já estava brincando com palavras lá na caixa de email. O versinho dela também é um convite pra quem quiser trocar palavras embaralhadas com a gente:


"Uma cartinha daqui para lagoinha,
Uma cartinha da sua máquina pra minha
Começamos aqui, agora
A brincadeira com palavra
Se você quiser brincar
É só rimar e inovar."



quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Clima de Brincadeira - Brinquedos que giram


Faz um tempo que os ventos andam levando o Muriquinhos rumo aos cursos para professores. A gente ainda continua brincando muito com crianças, mas conversar com professores tem sido uma boa maneira de ampliar a brincadeira.

Neste ano apareceram várias propostas de parceria que giram nesse sentido. Uma delas é com um novíssimo espaço na Aclimação o "LILA - Brincar e Amar", que fica na Rua Safira, 276.
Segundo a Patrícia Passoni, idealizadora do espaço o LILA é "uma casa no caminho. Um lugar para brincar e experimentar ser."

Nós vamos ajudar a inaugurar o espaço, com a primeira de uma série de encontros de educadores: Clima de Brincadeira - Brinquedos que Giram.
Vai ser no dia 14 de setembro, sábado, das 14:30 às 17:30, com lanchinho especial no final da oficina.

As vagas são limitadas e o valor é de R$ 120,00.
O material está incluso e cada participante pode levar os brinquedos que construir.
Reserve sua vaga com a Pati pelo telefone 97699-4480 ou pelo email patipassoni@yahoo.com.br

Venha sentir esse ventinho Muriquinho e entrar no Clima de Brincadeira!!


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Estrela

Entre os Muriquinhos tem uma especialista em tramas de barbante (e vários curiosos). A Rosana Roza conta histórias cheias de encanto e truques que deixam qualquer um intrigado. Começa pelo fato dela usar apenas um simples pedaço de barbante e sua imaginação. Tem a história da avó dela que não gosta de fazer crochê nem tricô (onde já se viu... uma avó que prefere brincar...até parece uma avó muriquinha...). Tem a história da casa, aquela que é engraçada.  Tem a história do duende e o rei. E tem várias outras histórias.
No final de cada história todo mundo quer aprender a fazer uma das tramas. Algumas tramas parecem um truque de mágica. Outras formam desenhos bem legais.
A minha preferida é a estrela, que eu vou tentar ensinar aqui.
Você vai precisar de um pedaço de barbante com mais ou menos 1 metro e meio e com as duas pontas unidas num nó. Depois siga as instruções e as imagens:
1- Coloque o barbante no pescoço;
2- Estique o barbante prendendo os polegares;
3- Sem soltar o polegar, enganche o fio esquerdo com o indicador direito;
4- Volte a mão direita para a posição inicial;
5- Sem soltar o polegar, enganche o fio direito com o indicador esquerdo;
6- Volte a mão esquerda para a posição inicial e abra bem o espaço entre os indicadores e polegares de cada mão. (sem soltar os fios).
Dica: as palmas das mãos tem que ficar sempre voltadas para sua barriga.

Tente fazer e saia por ai com sua estrela no peito.
Ah! E se você ficou com vontade de conhecer as histórias da Rosana, acompanhem o blog para saber quando e onde vai ser a próxima contação.

domingo, 16 de setembro de 2012

Tampinhas...


Muitas vezes o trabalho pronto não é tão encantador quanto o processo!
No mês de julho desenvolvemos um projeto para a Jequiti Cosméticos em parceria com a Cooperativa de Reciclagem Crescer e a Eco Cultural. Na elaboração da apostila para a formação dos professores, tivemos momentos que ficaram na nossa memória e no nosso coração... Aos poucos vamos dividindo com vocês!
Este foi o momento de coleta de imagens... A Rosana estava fotografando o processo de preparação dos materiais resgatados do lixo e ao colocar as tampinhas para secar, virou as costas e... quem apareceu? O Thomás, um Muriquinho Mirim, que nos encanta com a sua relação com o Brincar e com os materiais resgatados.





Quanta percepção de corpo, quanta sensação...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Lembrança

Ao ler a postagem da Pri "Pouca coisa, muita brincadeira", fiquei um tempo lembrando das coisas boas que passei ao lado de crianças... Dos brinquedos mais simples e encantadores que elas criam com tão pouco; do brilho no olhar e na realização de cada invenção; do quanto elas nos ensinam!
Divido alguns momentos com vocês.

Neste dia, só ofereci a natureza ainda que restrita nesta instituição, conta-gotas e água. Aprendi utilizar este material para o trabalho corporal com uma das minhas grandes referências na educação a Maria Amélia Pereira (Peo) da Casa Redonda.
Já neste momento, o material eram cones e argolas, primeiro elas utilizaram para demarcar o espaço de uma brincadeira e depois... Olhem o que a Janaína (05 anos) inventou! A caixa de areia e alguns objetos, tais como tampinhas, miniaturas, pratinhos, funil e etc., também propiciam muitas descobertas e fantasias.
Quando eu imaginaria que as fitinhas do pega-pega do rabinho de repente se transformariam nesta obra de arte, com proporção e harmonia?
E o rolo de fio (encontrado em obras de grande porte) que eu achava que era para andar em cima. Mas as crianças pensaram muito melhor!!!

"Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende."(Guimarães Rosa)

Termino com um incentivo à lembrança... Assim como a Rosana me motivou com suas importantes reflexões e a Pri com seu texto!

Pouca coisa, muita brincadeira

A Rosana adora lembrar de frases que as pessoas dizem e citá-las, sempre dando a referência certinha. Eu já sou um pouco mais liquidificador: vou juntando tudo no mesmo frasco e quando resolvo usar já não sei mais quem disse o começo, o meio e o final da frase.
O que acontece é que algumas frases sempre ajudam a resgatar os nossos porquês. E é por isso que hoje vou citar uma frase da Rosana:
"Para brincar a gente precisa de muito pouco..."
e depois de dizer isso, ela em geral começa sua brincadeira envolvente com aquele simples pedaço de barbante.
A cada dia que pesquisamos brinquedos e brincadeiras, descobrimos que essa frase tem uma grande força. Em geral, são os brinquedos mais simples, com menos parafernálias, que mais encantam.
E muitas vezes, o material nem é realmente um brinquedo, mas o olhar é brincante...
Uma situação que vivi e que exemplifica isso que estou querendo dizer é essa que ficou registrada na minha memória e nas fotos.
Foi quando eu trabalhava lá no CEU Alvarenga (que tem várias boas histórias...). O coordenador cultural era o Guilherme Teixeira, que é cheio de ideias (suas e aproveitadas dos outros). Certo dia, ao chegar para o trabalho, antes mesmo de chegar ao ateliê, deparei com o chão do pátio externo sendo reformado. As pedras que formavam o piso, haviam sido retiradas e amontoadas, como se tivesse passado por ali uma marmota gigante.
Quando olhei para o Guilherme, não deu outra: resolvemos brincar de bloquinhos de construção, com bloquinhos de verdade. Comecei com minha turma de alunos, uns 12 no máximo. Quando percebemos, tinha tanta gente que parou por ali para brincar também, que as construções foram se fundindo umas às outras. A aula voou e foi o dia que tive mais "alunos". O Guilherme contou uns 50 pelo menos. E de todas as idades.


Agora eu brinco de lembrar...
E voltando à frase da Ro:
"Para brincar a gente precisa de muito pouco...", eu complemento: "o certo é que precisamos brincar."