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domingo, 4 de maio de 2014

Arco e Flecha

O arco e flecha está estreitamente ligado à história da humanidade. Durante séculos serviu para a caça e para a guerra.
A postura do corpo, o refinamento nos gestos das mãos, a curvatura do brinquedo e do brincante... Podemos fazer inúmeras observações.
Ao atirar, os arqueiros contam com a ajuda de uma mira. O alvo, nem sempre é definido. Foi a lata, a caixa, o vazio...
O arco e flecha requer grande capacidade de concentração e pontaria, assim como boas condições físicas, imprescindíveis para conseguir o equilíbrio adequado entre as várias partes do corpo que intervêm na execução do disparo.
Nós escolhemos dois momentos diferentes para ilustrar este post. O primeiro foi no acampamento da família Sousa em Camburi, janeiro de 2013. O outro foi com a Bia e o seu avô, em abril deste ano.
Lembrei-me de um poema lindo que se relaciona com esses encontros...

"Vossos filhos não são vossos filhos.
São filhos e filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E, embora vivam convosco, a vós não pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Pois eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois o arco dos quais vossos filhos, quais setas vivas, são arremessados.
O Arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com sua força para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como Ele ama a flecha que voa, ama também o arco, que permanece estável."
(Khalil Gibran)













segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Catapultas


Como nosso ritmo de postagens está com um bom compasso, resolvi colocar mais um passo a passo na coleção do blog.
Escolhi o que saiu na última edição da Revista Na Mochila. É a oitava vez que participamos da sessão Planeta Melhor desta revista que é distribuída no interior de São Paulo. Acho que não publiquei aqui todos os passo a passo que fizemos para a revista, mas prometo ir colocando tudo em dia.
Nas páginas 56 e 57 do nº29 da revista Na Mochila - ano 5
As catapultas, muito divulgadas em filmes medievais como engenho de guerra usado para lançar grandes pedras nas muralhas dos castelos dos inimigos, também foram utilizadas a bordo de navios para auxiliarem pequenos aviões a levantarem vôo. A catapulta deste passo a passo não serve para criar nenhuma guerra, mas é um brinquedo muito divertido.
A ideia veio do blog Eighteen25 que é recheado de boas dicas de artesanato.
Da descoberta para cá, já teve muito muriquinho fazendo sua catapulta e treinando a pontaria.

Passo a Passo:
1- Antes de mais nada é preciso conseguir o material. A Rosana diz que essa é a primeira parte da brincadeira, e no caso desse brinquedo, é uma brincadeira bem gostosa... É preciso chupar 6 sorvetes de palito antes de fazer o brinquedo!
Além dos palitos de sorvete, você vai precisar de:
- três elásticos ou liguinhas de borracha;
- uma tampinha de refrigerante;
- um pedaço de folha de revista;
- fita adesiva;
- tesoura;
- cola quente;
- retalhos de papel colorido.

2- Junte quatro palitos e prenda as pontas com dois elásticos.
3- Posicione os outros dois palitos formando um "T". Prenda com o último elástico, formando um "X" na junção dos palitos.
 4- Com a sobra de elástico, prenda bem a ponta dos dois palitos centrais.
 5- Cole a tampinha na outra ponta do palito.
 6- Amasse um pedaço de folha de revista para fazer a bolinha. Prenda com fita adesiva.
 7- Enrole toda a bolinha e deixe-a bem modelada.
 8- Corte asas com os retalhos de papel colorido. Se você dobrar o papel ao meio, consegue duas asas iguais.
 9- Prenda as asas na bolinha.
Pronto!!! Agora é só brincar. Arranje um pote e coloque-o a uma certa distância. Tente acertá-lo. Desafie um amigo.




quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Rastreador aéreo

Quem quiser rastrear muriquinhos vai ter que saber voar...
Isso porque uma das oficinas que temos feito em vários lugares é a de brinquedos voadores. Nessas oficinas a imaginação vai às alturas como o sonhador Ícaro.
A última dessas viagens foi lá na Vivekinha
Entramos no ateliê/avião. Sentamos nas cadeiras/poltronas e apertamos os cintos de segurança imaginários.
Desembarcamos em dois museus/paredes, um com obras de Leonardo da Vinci e outro com trabalhos de Panamarenko. 
Depois de perguntas e comentários  muito espertos, estávamos todos prontos para colocar os projetos de máquinas voadoras no papel/sacola. 
O desafio seguinte foi construir os brinquedos que estavam na caixa vermelha: petelecos, giroscópio, catapulta, copinho voador e helicóptero fermentado. Só faltou um brinquedo novo que vai deixar seu voo de estreia para outra oficina. 
Essa viagem foi muito especial. Além de voar, ela me fez voltar no tempo... Quando eu comecei a dar aula de arte na Vivekinha... com as crianças dizendo que os pais podiam esperar um pouquinho na hora de ir embora... e com a Dri como assistente de bordo.