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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Grandes educadores - recém formados

No grupo, todos somos educadores, independente da idade, da profissão e da formação. Todos, de alguma maneira contribuimos para a formação do outro. Isso porque nossa escola é a escola da vida, que não dá diploma, mas dá muita experiência. Educamos e aprendemos vivendo.
Mas nos últimos tempos, dois muriquinhos mais que especiais resolveram batalhar para formalizar seus conhecimentos e conseguiram, neste ano, a certificação da graduação. E esta postagem é para dizer PARABÉNS!!! João e Oscar, que este seja o começo de uma série de conquistas!
Agora temos um engenheiro mecânico muriquinho e um pedagogo muriquinho. Falta pouco para conquistarmos o mundo!! Porque o mundo é o nosso quintal!!



Ah1! E já que a homenagem é para os muriquinhos maridos, não podemos esquecer do Paulo (marido da Camila), engenheiro civil, especialmente especializado no desenvolvimento e desempenho do brinquedo vai e vem.

Ah2 (e muito importante)! Nossa chefinha Cássia, que é mais que especial, também está se especializando. Nem precisava, pois já é a melhor chefe do mundo, mas ela não gosta de ficar parada. É pró ativa ao máximo.

Ah3 (ainda em tempo...)! E assim como esses, são vários muriquinhos batalhando para cada vez mais tornar possível um mundo melhor.



terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Atlás de Muriquinhos

Calma, calma... não se assustem com o acento no título. Não foi porque fiquei tanto tempo sem postar nada por aqui que esqueci como se escreve essa palavra. Daqui a pouco vocês vão entender...
O caso é que nós vivemos de olhos, ouvidos e coração bem abertos para descobrir novos muriquinhos. E já encontramos com vários em nossas andanças. Gente que conhece verdadeiros tesouros do universo das brincadeiras. Gente que guarda cada detalhe do sabor de sua infância. Gente que fica com o olhar reluzente quanto o assunto é brincadeira. Gente que brinca.
Acontece que descobrimos uma muriquinha que é tudo isso e ainda gosta de brincar com as palavras. Para vocês entenderem, conseguimos a permissão dela para publicar um de seus textos:
"Na infância, da parte vivida na escola, tenho duas lembranças que retornam com saturno e foram vividas por mim, como recentes clarividências do passado, só que um pouco diferentes.

Uma: na biblioteca da sala, meu "livro" preferido era o Atlas. Sei lá... os contornos dos mapas pareciam tudo... menos a representação de territórios e afins. Nele estavam as fotografias-desenhos que tinham no teto de casa, desenhados pelas infiltrações das chuvas (principalmente das de janeiro) e pelos mofos.

E tem mais, atlas era a palavra que eu e o Cebolinha falávamos corretamente.
Quase toda semana era este o "livro" que eu emprestava do acervo da turma para levar pra casa. Achei a minha carteirinha esses dias e contei 37 empréstimos em 1993.

Duas: não aprendi a rodar pião por que me disseram que era brinquedo e brincadeira de menino.

E o mundo gira...e gira e gira...com e sem velocidade... e já com 30 anos, ainda na escola, percebo infâncias e observo a minha. Do outro lado. Da professora. Que desconfia ter uma orelha invisível, na parte de trás da cabeça.Num canto da sala, um menino que sempre pega o mesmo "livro" e que também pronuncia a palavra atlas corretamente quando quer dizer atrás, ouço assim:

- "Nuoossa mano! O mundo NÃO é ledondo.O mundo é um pião, só que sem a fieila!"

Descubro outro admirador de Atlas que se aproxima do colega e contesta:
- "Claro que tem fieira, aqui ó, é a linha do equador!".

Daí, instantes depois, na hora do recreio, brincadeira com pião, orelha invisível ativada, ouço uma assim:
- " Pála mano! Só a G. consegue soltá a fieila e rodá o pião!".

O mesmo colega, admirador de Atlas (e agora de piões), exclaaaama:
- "Nuoossa, mano! A G. tá com o mundo na mão!!!!".

Nunca gostei muito de geografia, só de Atlas e de ir atrás do que desperta o desejo desses pequenos. E tenho observado no território da(s) infância(s) - ainda que clandestinamente - cartografias de aprendizagens, afetos e movimento das placas tectônicas que quando se chocam ao invés de terremotos, causam deslocamentos.

E sim! É muito bonito observar uma menina com o mundo nas mãos! 
Tô quase aprendendo a rodar o pião também!!!"

Espero que este seja apenas o primeiro texto da Aline Gonçalves, publicado aqui no blog... afinal, segundo a Camila Bruno ela já está contlatada como colaboradora oficial...




quarta-feira, 19 de março de 2014

Bolas orgulhosamente artesanais

Acho que um dos maiores orgulhos que os muriquinhos têm é de conviver com gente que já era muriquinho bem antes da gente nascer e de ter convivido com eles até quando a gente nem sabia que era muriquinho...
Não vou escrever muito, porque a Camila já arranjou um jeito bem melhor de expressar o nosso orgulho:

quinta-feira, 6 de março de 2014

Tesouro de criança

Esse ano ninguém segura a família Sousa. Já não bastasse a Rosana finalmente ter começado a escrever para o blog, o marido e pai da família Sousa, João, também entrou na brincadeira com um texto encantador. Agora fiquei com uma dúvida: será que os filhos Sousa também escrevem bem? Se for sobre brincadeiras e muricagens tenho certeza que sim!!!!!



"Tesouro de criança
Minha função na empresa em que trabalho é acompanhar o controle de qualidade de diversos tipos de equipamentos nos fabricantes. Em uma das visitas, ao colocar o carro no estacionamento de determinada empresa, reparei que junto ao piso de brita existiam várias bolinhas de gude espalhadas pelo chão. Um verdadeiro tesouro... Na minha infância, quando se conseguia meia dúzia de bolinhas era uma verdadeira conquista! Eu fiquei imaginando se o ocorrido fosse há alguns anos atrás, seria um achado sem igual!

Segui para as dependências da empresa a fim de desenvolver meu trabalho, mas aquelas bolinhas espalhadas estavam instigando minha curiosidade. Perguntei para alguns funcionários qual era a finalidade daquele “brinquedo” espalhado no estacionamento.  De onde vieram? A resposta que eu tive foi: “QUE BOLINHAS?”.
Da forma como elas estavam, socadas à brita, dava para se perceber que já estavam por lá há algum tempo e eu não compreendia como ninguém reparava nesse verdadeiro tesouro, aflorando sob os pés de todos.

















Terminei meu expediente e antes de entrar no carro peguei algumas bolinhas. No outro dia voltei e continuei a perguntar a mais pessoas que guardavam seus carros no mesmo estacionamento e que também não haviam reparado esse fato. Discutimos muito sobre o verdadeiro valor de tal brinquedo em nossas infâncias e qual deveria ter sido sua utilização na empresa. Talvez para limpeza de algum sistema?  Por que jogar fora como se fosse lixo, sem reaproveitar ou usar como um brinquedo?
















Terminei meu segundo e último dia de trabalho na empresa e antes de sair peguei mais algumas bolinhas sem exagerar, pois espero que outros também possam se banquetear com esse brinquedo que encheu de lembranças e de momentos alegres muitos corações de várias gerações. Quando olhei para o chão novamente, percebi que apesar daquele tesouro estar brotando na terra, para muitas pessoas ele estava enterrado no fundo de suas lembranças!"
JOÃO LUIS VIEIRA DE SOUSA



quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Muriquinhos até debaixo d'água

Eu disse que a Rô começou 2014 com uma coceira para escrever. Ela me contou que já está pensando em mais dois textos. O que publico hoje está na minha caixa de emails já faz tempo, mas como o calor ainda não foi embora, a dica é preciosa. Aproveitem!



"Muriquinhos até debaixo d'água

Na passagem de ano de 2014, os muricos Sousa estavam em Valinhos na casa de parentes brincando na piscina quando, de repente, o Felipe, nosso sobrinho,  apareceu com um galão de água de 20 litros que eles usavam como bóia. A brincadeira foi certa. Ele disse que um dia pegaram esse galão de água que estava disponível, vedaram o bico com fita isolante e começaram a brincar de afundar o galão, o que não é nada fácil...  Descobrimos algumas maneiras de utilizar esse material na água além de guardar a água. É isso que os muriquinhos tem feito,  mudado as coisas de lugar.
Segundo Manoel de Barros:
“A última coisa para que a cadeira serve é para sentar.”

Pensando assim,  vejamos o que mais podemos trocar de lugar..."

Rosana Roza de Sousa







terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Diálogo com a natureza

A inspiração para este texto veio dessas imagens dos bonecos do Muriquinhos tão confortavelmente entrosados com a natureza. O esqueleto e vontade inicial do texto foram da Rosana (que parece que começou 2014 com uma coceira escritora nos dedos...). Mas como ela nos deixou muricar em cima do texto dela... acabou virando um texto coletivo.
Por incrível que pareça não é um texto sobre o brincar, mas é sobre um assunto que nos tem feito arregaçar as mangas, estudar e refletir.
O reaproveitamento de materiais tem acompanhado a história do Muriquinhos. No começo, a gente fazia brinquedos usando “sucata” e dizia que estava “reciclando”. Com o tempo, descobrimos que esses termos não eram os melhores para caracterizar o que fazíamos e que várias dessas palavras da “moda” eram utilizadas equivocadamente.
Sustentabilidade... era preciso mergulhar bem mais profundamente para começar a alcançar o real sentido desse conceito. Mais do que ler e colecionar definições, era preciso vivenciar o conceito e interiorizar práticas.
E, além de brincar, esse tem sido um dos nossos principais objetivos.
Nessa trajetória, encontramos bons parceiros como a Eco Cultural e a Cooperativa crescer, que nos deram ótimas dicas e nos forneceram materiais e esclarecimentos sobre a questão ambiental.
Foi com eles que ouvimos pela primeira vez o termo “resíduos sólidos”. Foi com eles que aprendemos que existem vários encaminhamentos possíveis para os tais resíduos sólidos.
Hoje, sabemos que apesar de tantos discursos e campanhas sobre sustentabilidade e conservação do meio ambiente, ainda há muito a ser feito.
Sabemos que o descarte correto de materiais envolve a formação e o fortalecimento de uma consciência crítica da sociedade sobre a problemática ambiental.
E são diversas as ações, frentes e estratégias para tal. A quem defenda a total substituição de materiais considerados geradores de poluição ambiental por outros que tenham uma vida útil maior ou que sejam mais inertes, como no caso do abandono da produção de embalagens plásticas e substituição por frascos de vidro. A quem veja na reciclagem a solução para o uso e produção de materiais. E entre grupos que usam a questão da sustentabilidade apenas como artifício de marketing e os que realmente se importam com o ambiente, há uma infinidade de iniciativas que sugerem ações e atitudes.
Nós gostamos de pensar que a união entre os que recusam, os que reciclam, os que reutilizam, os que reduzem, os que reaproveitam e os que refletem é o melhor caminho, em meio a tantos interesses pessoais e preocupações reais com o meio ambiente.
Isso porque, talvez a questão ambiental não seja uma questão de resposta única. Porque não é possível jogar toda essa situação, em que tanta coisa parece estar fora do lugar, no lixo de uma vez e substituir por uma nova realidade onde tudo esteja limpo. Mas é possível arrumar aos poucos. E se tiver bastante gente ajudando é mais fácil e mais rápido.
 Nós, do Muriquinhos, adotamos o “R” do resgate. Chamamos nossos materiais de resgatados. E esse tem sido nosso modo de participar da sustentabilidade, integrando consumo consciente, reaproveitamento de materiais, revalorização do brincar e transformação de posturas. Resgatando materiais, aumentamos sua vida útil e ressignificamos sua utilidade.
O brincar tem sido nosso caminho para devolver a vida aos materiais e de exercitar a cidadania, buscando uma compreensão do que é possível fazer com a realidade que temos, dentro de um aspecto, ecológico, econômico, social e cultural.
O Muriquinhos aposta na transformação. Uma transformação que começa em uma ideia. Uma ideia que nasce do desejo e que leva a uma busca por possibilidades materiais. Um movimento que envolve a organização do espaço e do tempo e que necessita de vontade e criatividade. Um movimento que transforme a forma como as pessoas olham para os materiais. Uma transformação que torne possível a integração dos resíduos sólidos ao meio ambiente.
Podemos pensar em quatro etapas necessárias para a mudança de atitude e comportamento: a ideia, a busca, a execução e a utilização (que no nosso caso é o brincar). Etapas que podem ter sua ordem invertida e seu ciclo multiplicado.
Etapas possíveis aos seres humanos desde a infância. Nas brincadeiras de crianças, facilmente observamos esse movimento. Quando disponibilizamos materiais, que a priori teriam outra utilidade diferente do brincar, rapidamente as crianças mostram que já sabem o que fazer, a brincadeira que desejam e como aqueles materiais podem ter infinitas outras utilidades. As crianças, normalmente, já vem com o que chamamos de “olhar do avesso”. Já são capazes de enxergar mil e uma possibilidades onde o adulto estipulou apenas uma. Mas adultos que ainda brincam também podem olhar do avesso e ajudar a ampliar o repertório de vivências e pesquisas do brincar.
E esse olhar do avesso das crianças pode ser o segredo para a transformação do olhar do adulto. É preciso tempo para olhar e para tomarmos consciência do que precisamos e do que podemos transformar. É preciso ouvir e analisar a opinião de pessoas mais experientes, mesmo que os mais experientes sejam as crianças. É preciso sacudir a poeira do corpo e afastar o comodismo do conforto momentâneo. É preciso resgatar valores da vida. É preciso um diálogo com a natureza.
E o primeiro passo pode parecer difícil e custoso, mas não é. Talvez seja simples como deitar no galho de uma árvore e observar como é que o mundo anda e imaginar como é que gostaríamos que ele andasse.
... e depois, pegar a primeira tampinha que você achar jogada no chão.



O mais importante não é como transformamos os materiais, mas sim como, quando manipulamos, cuidamos, resgatamos, construímos e brincamos com os materiais, nós mesmos nos transformamos.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Presépio de coragem

A Família Sousa (Thomás, João Pedro, Rosana e João) fizeram um presépio com materiais resgatados para comemorar o Natal.

A foto da construção em família e um poema sugerido pela Camila Bruno foram misturados e transformados no cartão de boas festas do muriquinhos.

Então, muitas felicidades muriquinianas e não esqueçam: ano que vem tem mais brincadeira!!!





sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Purugunta onde vai

"Muriquinho piquininho,
muriquinho piquininho, oi parente,
de quissamba na cacunda.
Purugunta onde vai,
Purugunta onde vai, oi parente.
Pru quilombo do Dumbá.
Ê chora, chora, mgongo, oi deverá.
Chora, mgongo, chora.
Ê chora, chora, mgongo, oi cambada.
Chora, mgongo, chora..."

"O nome do grupo, Muriquinhos, foi baseado na letra de uma cantiga popular que acompanha manifestações culturais como o jongo e a capoeira. É um canto dos escravos que conta a história de um menino pequenino que foge para um quilombo, o Quilombo de Dumbá. Foge com uma trouxinha nas costas e os outros meninos choram por não poderem ir também.
Muriquinho é um jeito de falar molequinho bem pequeno. Uma palavra do linguajar popular, que quer dizer criança e que no final das contas é o que todo mundo vira quando constrói brinquedos.
Ser um muriquinho é ter esse espírito que brinca e que brincando é livre."

Eu já escrevi isso aqui... logo quando começamos o blog... mas é bom lembrar qual é a energia que nos movimenta...
Além disso, lá ficou faltando o som, com os tambores que dão o ritmo para as batidas do coração. Enquanto não temos uma gravação com os músicos do grupo, ficamos com esse vídeo, sugerido pela Rosana, do Naná Vasconcelos e do Projeto Guri:

sábado, 24 de agosto de 2013

O blog e o Dr. PET

Quando começamos o blog no dia 5 de março de 2009, começamos brincando e sem entender muito bem como é que essa ferramenta funcionava. Muitas pessoas perguntavam se o grupo não tinha site ou algo parecido. Dai, juntamos a fome com a vontade de comer. Procuramos um jeito viável financeiramente para ter um espaço muriquinho na internet e optamos pelo blogspot.
Começamos com um pique bom, escrevendo muitas postagens. Mas, foi difícil manter a frequência com o ritmo acelerado de trabalho no mundo real.
Mesmo assim, com postagens bem espaçadas, o blog ainda é muito visitado. E são as visitas que o mantém vivo. São elas que nos dão energia para continuar escrevendo. Principalmente, quando a visita deixa um comentário ou entra em contato conosco. 
É através dos comentários e do email que chegam notícias muito boas de gente que tem espírito de muriquinho e que está do outro lado da telinha.

Na semana passada, recebemos um desses emails cheios de energia positiva. Era da Erica Nestori, contando sobre como ela aproveitou o passo-a-passo do boneco de tampinhas, que saiu na revista Na Mochila, em um belo projeto de Educação Humanitária com foco no bem-estar dos animais de estimação. 

O projeto chama-se Dr. PET. Foi publicado na Revista do Professor e realizado no Colégio César Lattes de Mogi Guaçu, com crianças de 7 a 10 anos.

Nas fotos que a Erica nos mandou, dá pra ver o cuidado e envolvimento dela e das crianças:

Material bem organizado e separado: é o que chamamos de tesouro!

Linha de montagem: todo mundo bem concentrado no trabalho.

Cada um montando o seu boneco: exercitando a coordenação motora.

Na escolha das tampas, a combinação pessoal de cores.

Mais linha de montagem com uma bancada bem organizada.

Os bonecos prontos: uma grande produção!

Orgulho e felicidade.

Multidão do bem: de bonecos e seus donos.


Para conhecer mais sobre o projeto clique aqui.


sexta-feira, 28 de junho de 2013

Texto apropriado, reflexão compartilhada

Bom, em geral, gosto de escrever os textos aqui do blog. E nós do grupo estamos devendo atualizações há um bom tempo... o que nos daria a obrigação de preparar uma postagem bem autoral. Mas este texto que coloco a seguir vale muito a pena ser compartilhado. Ele não fala do brincar, mas diz muito sobre o que nos leva a ser muriquinhos...
O link do texto original é http://ccemx.org/archivovivo/archives/artwork/redelabs/apropriacao-critica-industrializacao-e-distanciamento


Apropriação crítica, industrialização e distanciamento.
Felipe Fonseca 2011 - Centro Cultural da Espanha - SP
"As últimas centenas de anos presenciaram profundas mudanças na maneira como produzimos coisas. Até meados do século XIX, os bens eram manufaturados por artesãos. Roupas, móveis, utensílios domésticos, objetos decorativos, medicamentos, armas, ferramentas, instrumentos científicos – praticamente tudo era feito à mão, e quase sempre vendido localmente. Sucessivas inovações na fabricação de objetos, transformações nas formas como as sociedades se organizavam, a criação de novos meios de transporte e o acesso a imensas fontes de matérias-primas e outros recursos naturais nas colônias alavancaram a chamada revolução industrial, a partir da Europa e em direção ao resto do mundo.
Através da mecanização e da produção em série, a produtividade aumentou exponencialmente. Bens que anteriormente só estavam disponíveis às elites puderam ser oferecidos a todos, passando a ser considerados necessidades básicas. A qualidade de vida de uma considerável parcela da população aumentou, em um ritmo sem precedentes.
Isso tudo potencializou outras transformações. Ganhou espaço crescente a democracia representativa (“o pior sistema político, com exceção de todos os outros que foram tentados”, segundo Churchill). Formaram-se as cidades contemporâneas, ambiente propício para a atividade industrial: uma maior concentração urbana oferece mão de obra a custo baixo e mercados dinâmicos para escoar a produção. A sociedade tornou-se mais complexa, suas relações mediadas por grandes organizações e instituições. Uma entre as muitas consequências dessas mudanças foi o gradual distanciamento entre produtores e consumidores. E é importante analisar essa divisão.
Antes da produção industrial, a fabricação era um processo manual e consciente. O artesão dominava praticamente todas as etapas do tratamento e transformação de matérias-primas em produtos. O conhecimento sobre o processo fabril tinha muito valor, e era transmitido de geração em geração. Existia a possibilidade do contato pessoal entre quem fabricava alguma coisa e aqueles que a utilizavam. Por mais que o artesão pudesse contestar interferências em seu trabalho e negar-se a atender a pedidos, algum diálogo era sempre possível. Por outro lado, ele também precisava saber usar aquilo que fabricava. Ou seja, deveria ser ele mesmo o mais exigente de seus usuários. Com o passar dos anos, o artesão aplicado tornava-se mestre em seu ofício, formando novas gerações e incrementando o domínio técnico daquela área do conhecimento como um todo.
O desenvolvimento da produção industrial teve fortes implicações nesse contexto, à medida em que afastou a produção do consumo, ao ponto da desconexão total. Criaram-se mundos totalmente separados. De um lado ficaram os operários na indústria, os braços responsáveis pela fabricação dos produtos. São até hoje pessoas que em sua maioria conhecem apenas uma ínfima parte do processo de fabricação. Muitas vezes elas não utilizam os produtos que fabricam, e frequentemente nem saberiam como fazê-lo. Repetidamente juntam uma peça com a outra, apertam parafusos, empilham, verificam o resultado e tornam a repetir o processo, como o personagem de Chaplin em “Tempos Modernos”. Por não terem uma visão geral do processo, essas pessoas necessitam de chefes que as orientem, disciplinem e controlem. Já esses chefes tornam-se por sua vez mais uma classe à parte, os gerentes. Responsáveis pela domesticação da força de trabalho, são em geral conservadores, bajuladores da elite e avessos a mudanças.
Já na outra ponta da industrialização – o “mercado consumidor” – cada indivíduo passou a ser visto muito mais como um comprador em potencial do que como sujeito social. Em vez do contato pessoal com os produtores, resignou-se à impessoalidade do marketing e dos setores de atendimento ao consumidor das grandes empresas. Não sabe mais quem foram as pessoas que produziram aquilo que compra, e é levado a nem se interessar por isso.
Nesse cenário, alguma coisa humana se perdeu. É tristemente real a anedota da criança que, perguntada sobre de onde vem o leite, responde que vem “da caixinha”. Mais triste ainda é perceber quão mais inconscientes ainda somos quando adultos. Essa ignorância se estende para praticamente todos os produtos industrializados. É raro o momento em que paramos para pensar como, onde e por quem são feitas as coisas que nos cercam, de onde vieram as matérias-primas que deram origem a essas coisas, ou mesmo se determinado produto funcionaria melhor se fosse feito de outra forma. Existe a ilusão de que tudo é feito por máquinas, de que o elemento humano não existe mais. E isso está longe de ser verdade: todo produto tem em sua origem recursos naturais. Todo produto requer um esforço criativo inicial seguido por sucessivas fases de trabalho manual, frequentemente realizado sob condições precárias. Não percebemos, mas estamos sempre usando ou carregando objetos – roupas, aparelhos, móveis, tudo – que embutem pedaços do planeta, idéias e suor.
Obsolescência programada
O andar da história amplificou ainda mais a tendência industrial ao distanciamento e à frieza na relação entre fabricação e uso. A era dos mercados de massa, impulsionada por novos meios de transporte e comunicação, alcançaria níveis sem precedentes de afastamento e distorção. Como retratado no recente documentário produzido pela TV espanhola “Comprar, tirar, comprar” (“Comprar, jogar fora, comprar”), em meados do século XX representantes de grandes corporações industriais se reuniram secretamente para estabelecer que seus produtos deveriam durar menos tempo. Ou seja, frente à necessidade visceral das corporações continuarem crescendo ano após ano, seus dirigentes simplesmente decidiram a portas fechadas que os consumidores teriam acesso a produtos menos duráveis, que precisariam ser substituídos em prazos menores! O documentário dá um exemplo emblemático: uma estação de bombeiros norte-americana onde se encontra uma lâmpada incandescente, que recentemente completou cem anos de idade, e ainda está em funcionamento. Nos dias de hoje, as lâmpadas são deliberadamente fabricadas para durar um número limitado de horas de uso. Ou seja, nenhuma lâmpada fabricada hoje vai durar cem anos. E isso não é coincidência: é “planejamento estratégico”, no jargão corporativo.
O mesmo acontece com impressoras, meias-calças, automóveis, eletrodomésticos e muitos outros produtos. Essa é uma tendência intencional, chamada de obsolescência programada. Segundo essa perspectiva, qualquer produto só vale alguma coisa para o fabricante até o instante em que é vendido. A partir do momento que está em posse do consumidor, quanto antes for descartado melhor. Em outras palavras, qualquer produto vendido já é considerado lixo. Essa visão se perpetua nos dois lados do processo produtivo: tanto através dos gerentes que se sobrepõem à mão de obra industrial, condicionando seu trabalho à continuada necessidade de aumentar o faturamento e a lucratividade, produzindo coisas que duram menos tempo; quanto nos departamentos de marketing, que se esforçam em condicionar o comportamento dos consumidores para que continuem comprando produtos novos, mesmo que não precisem deles. Existem setores da administração de empresas especializados em simular relacionamentos prolongados com seus clientes, que são vistos não mais como compradores de produtos (e menos ainda como pessoas), mas sim fontes de faturamento para toda a vida.
É importante perceber o peso desses mediadores. Um engenheiro competente e bem intencionado que queira desenhar um produto mais durável ou que permita o reuso será provavelmente demovido por seus colegas e chefia. Se insistir, a empresa pode até considerá-lo uma espécie de traidor, por conta de uma alegada necessidade de competir pelo desenvolvimento de produtos que durem menos e proporcionem maior lucro, a fim de “não perder espaço para a concorrência”.
E o mais assustador é que nesses ambientes isso é tratado quase como uma verdade universal. As escolas de negócios fazem uma lavagem cerebral, repetindo frases feitas com o objetivo de desumanizar ainda mais a produção e comercialização de bens e serviços. Outro elemento importante a perceber: as empresas em geral se utilizam de linguagem bélica para descrever suas atividades: “público-alvo”, “derrotar os oponentes”, “conquistar”, “dominar”. Não é por acaso. Guerra e comércio estão conectados há muito tempo. A produção industrial, e com ela o poder corporativo, está ligada profundamente à manutenção das estruturas de poder na sociedade. O premiado documentário britânico “Máquinas de Felicidade”(The Century of the Self) mostra como técnicas oriundas da psicologia foram utilizadas desde o começo do século XX para forjar uma sociedade individualista e politicamente frágil, lançando mão do hábito do consumo como indulgência acessível a todos. Isso vai muito além da produção e do comércio, infantiliza a população, e tem reflexos profundos na relação das pessoas com as tecnologias que adquirem.
A quem pertencem os objetos?
Quando pagamos por um produto, acreditamos poder fazer o que quisermos com ele. Isso deveria incluir todos os usos previstos pelo fabricante, além de todos os outros usos que quiséssemos propor. Nas condições atuais, pode não ser bem assim. Particularmente em relação a eletrônicos, existe uma série de restrições legais sobre como podemos utilizá-los. São cada vez mais frequentes os casos de fabricantes que penalizam os usuários que promovem o desvio de funções de seus aparelhos. Um exemplo: a Sony ameaçou judicialmente entusiastas por desenvolverem software que habilitava o robô Aibo a dançar.
Em outras palavras: a empresa proibiu usuários – que, diga-se de passagem, pagaram caro pelos equipamentos que compraram – de fazerem usos que ela própria não consegue oferecer. Por mera compulsão de controle, ela interfere em um aspecto fundamental para a promoção da inovação e seu potencial de transformação social: a chamada indeterminação do objeto técnico, ideia bem desenvolvida pelo francês Gilbert de Simondon (cujos textos vêm sendo traduzidos ao português e disponibilizados na internet por Thiago Novaes .
Esse vício de controle não se limita ao software. Existem também crescentes restrições ao armazenamento e circulação de conteúdo. Por exemplo, se você comprar um CD de música e fizer uma cópia de segurança para manter as músicas caso o CD se extravie ou seja furtado, estará incorrendo em crime. Mesmo que não tenha a intenção de distribuir para outras pessoas, a indústria fonográfica impõe uma legislação que trata a todos como criminosos. A Fundação do Software Livre mantém uma campanha chamada “Deliberadamente defeituosos”, através da qual critica os aparelhos eletrônicos que adotam sistemas de gerenciamento de direitos autorais. Afirma que esses equipamentos já são projetados de maneira a retirar liberdades de seus usuários, o que tem consequências negativas para o conhecimento humano em geral.
O autor de literatura ciberpunk William Gibson diz que “a rua encontra seus próprios usos para as coisas”. Isso é uma característica de todo e qualquer objeto, ainda mais presente em se tratando de ferramentas com múltiplos usos potenciais como computadores, roteadores, telefones, tablets e afins. Com um pouco de habilidade técnica, uma boa pesquisa na internet e muita vontade, um monitor LCD pode virar um projetor, uma impressora matricial se transformar em instrumento de música, uma webcam servir de base para um microscópio digital, um celular ser usado como leitor de código de barras. Nesse sentido, restrições à liberdade de uso tendem a frear o impulso criativo. Grupos de pessoas motivadas e com liberdade de experimentar são uma das bases da inovação. Se não fossem os amadores promovendo o desvio de função dos kits de eletrônica nos anos setenta, talvez o computador pessoal nunca tivesse sido inventado. Precisamos garantir que essa liberdade continue existindo.
Apropriação crítica e bricotecnologia
Ao longo do tempo e dos diversos projetos desenvolvidos pela rede MetaReciclagem, trabalhamos sempre entre dois extremos: de um lado a adoção rápida de novas tecnologias e das novas possibilidades que elas trazem, do outro a crítica ao consumismo superficial. A busca do equilíbrio parece estar no que costumamos chamar de apropriação crítica das tecnologias. Ela toma forma na aproximação entre produção e uso de conhecimento aplicado que tem emergido internacionalmente. O software livre é um exemplo, estimulando ciclos econômicos que em vez de operarem em função da escassez optam pela abundância e pela generosidade. A chamada cena maker é um exemplo ainda mais concreto: pessoas no mundo inteiro fazendo uso de conhecimento compartilhado em rede para criar objetos e dispositivos interconectados. Disso saem ideias para aparelhos que realizam praticamente qualquer coisa: estações de monitoramento ambiental, objetos fabricados em impressoras 3D, protótipos de aparelhos focados nas necessidades de pequenos grupos de pessoas. Eu tenho chamado isso de bricotecnologia – a revalorização do saber-fazer, aplicado às tecnologias de informação e operando em rede.
A apropriação crítica passa pela valorização da inovação cotidiana, representada pela prática popular da gambiarra. Símbolo do impulso criativo orientado à solução de problemas concretos mesmo sem acesso ao conhecimento, ferramentas ou materiais adequados, a gambiarra torna-se ainda mais importante em uma época de crise econômica global, iminente colapso ambiental e consumismo exacerbado. Baseia-se na manipulação (entendida como o ato pegar com as mãos e interferir nos objetos) e na experimentação (sequência de tentativas, erros e novas tentativas). Dá origem a uma criatividade desobediente, que não se assusta com a precariedade e sempre vê o mundo como lotado de potencialidades – uma verdadeira lição que as culturas populares brasileiras têm a dar em tempos de crise econômica, colapso ambiental e disparidade social.
Quando em contato com as inúmeras possibilidades das tecnologias de comunicação em rede, em especial aquelas ligadas ao software livre, temos um potencial de transformação gigantesco. Indivíduos que tenham a gambiarra como habilidade essencial, e se utilizem do conhecimento aberto disponível em rede para adquirir ideias e técnicas, podem ser vistos como inventores em potencial de novos arranjos criativos, espalhados por todas as classes sociais e localidades.
A apropriação crítica supõe o amadorismo – que vem do latim amare, referindo-se às pessoas que se dedicam a um ofício mais por paixão do que por necessidade objetiva. Ao contrário do que muitas vezes se pensa, os amadores estão em geral mais abertos à inovação. Justamente por não terem o domínio completo da técnica estabelecida e por não ocuparem posição nas hierarquias profissionais, têm mais espaço para o desvio e a transformação. Têm a possibilidade de questionar certezas e imposições, e com isso descobrir melhores maneiras de fazer as coisas.
Outro traço característico das culturas populares que faz muito sentido para a apropriação crítica de tecnologias de comunicação é o mutirão – agrupamento dinâmico que se forma para cumprir tarefas coletivas e em seguida se desfaz. O mutirão possibilita a efetiva cooperação entre pessoas e grupos, aumentando sua capacidade individual e promovendo uma sociabilidade livre e produtiva. As redes sociais online dialogam muito bem com a lógica do mutirão, promovendo laços de contato entre pessoas que não têm um convívio cotidiano. É natural que a abertura a novos contatos estimule a criatividade, de modo que estimular iniciativas dinâmicas em rede é mais uma forma de potencializá-la.
A bricotecnologia e a apropriação crítica sugerem a reconciliação entre manufatura e necessidades cotidianas, libertando a fabricação da exigência de escala. Gabriel Menotti propôs, no artigo “Gambiarra: The Prototyping Perspective” (artigo cuja tradução para português deve sair na compilação sobre “Gambiologia” do MutGamb, uma edição que ironicamente está há dois anos aguardando finalização), a análise do contraste entre a gambiarra e o protótipo. Se esta indica uma fase prévia à fabricação propriamente dita, aquela dissolve a fronteira entre esses dois estados e se coloca como solução intermediária: servindo ao uso ao mesmo tempo em que se mantém aberta para reinvenção. Uma vez que as ferramentas e materiais necessários para fabricar objetos estão se tornando cada vez mais acessíveis, é importante desenvolver as habilidades técnicas e a criatividade que podem fazer uso desses recursos, e assegurar que apontem a ciclos de inovação baseados em conhecimento livre. A apropriação crítica, a bricolagem, a gambiarra e o mutirão são elementos fundamentais dessa equação."

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O velho e bom UMA COISA PUXA A OUTRA #Hurra

O primeiro projeto do Muriquinhos, quando a gente nem tinha esse nome ainda... aliás, quando a gente nem era um grupo ainda, ganhou o nome de UMA COISA PUXA A OUTRA. Mais do que um projeto em si, acho que esse é um dos princípios do grupo: o de ir de pouquinho em pouquinho, mas sempre num movimento de transformação. Uma transformação que pode ser de materiais, de pessoas, de atitudes e de olhares. Mas também é o que adotamos como metodologia de divulgação: a de boca em boca.
Foi assim que a Camila encontrou o pessoal da ONG Banco de Alimentos quando estava (acreditem) no salão de beleza. Foi assim que esses novos parceiros nos indicaram para o pessoal da Hurra. 
A Hurra implementou equipes de rugby em 24 CEUs de São Paulo, unindo esporte e educação. Seu interesse no Muriquinhos nasceu da vontade de promover um momento de brincar num evento de fechamento do semestre. Foi um encontro feliz entre esses dois grupos que insistem na transformação humana.
O evento aconteceu no dia 24 de novembro e reuniu cerca de 400 alunos de rugby, voluntários e muriquinhos numa manhã recheada de brincadeira.
Eu não pude estar presente, mas os muriquinhos que foram deram um show. O Oscar no espaço de brincar. A Rosana, a Rita e a Cecília na construção de brinquedos (peteleco, bolinha, copinho voador, pião de revista e corrupio). E a Andrea e a Edna no mosaico de tampinhas.
Quando encontrei com eles após o trabalho, a cara deles era de criança exausta de tanto brincar...
Fiquei até com inveja depois de ouvir os relatos. Chegaram a dizer que foi um dos melhores momentos do muriquinhos.



Na próxima eu vou de qualquer jeito...

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Os brotos já estão crescendo... #Jequiti nas Escolas



Mais uma vez o Muriquinhos esteve na escola Lotufo, uma das escolas participantes do projeto Plantando Brincadeiras, colhendo consciência, parceria com a Jequiti e a Cooperativa Crescer. Agora foi na semana das crianças, acompanhando as oficinas de brinquedos com materiais resgatados. 

A brincadeira começou muito antes. Após escolherem os brinquedos que seriam feitos nas oficinas, foi feita uma arrecadação de materiais específicos com a colaboração de todos os professores, alunos e funcionários juntamente com a doação feita pelo Jair e pela Jequiti, de embalagens e tampinhas.  Esses materiais foram organizados em um “sucatário” num espaço disponibilizado pela escola. Alguns grupos utilizaram esse local como sala de aula, com preparação de seus kits de bonecos.


Depois de tanta preparação... Mãos a obra. No dia da oficina as crianças fizeram seus brinquedos com características de cada grupo. 



Tinham brinquedos iguais feitos de maneiras diferentes. Exemplo: puxa-puxa pintado com tinta ou lápis. Jogo da velha de palito de sorvete ou apenas desenhado. Bonecos com tampinhas de plástico ou metal. 


Essa diversidade foi a riqueza do trabalho, escolher, buscar, criar, fazer... além de conseguirem construir um  brinquedo pra si, fizeram mais dois diferentes que doaram para crianças de algumas casas abrigos.

Para finalizar fizemos uma brincadeira popular da cultura infantil. Depois de algumas contações de história por um fio, as crianças fizeram algumas tramas com barbante e mostram algumas possibilidades de brincar.
Parabéns para as professoras multiplicadoras desse trabalho: Elisangela, Katia, Sandra e Nubia . É um caminho grande a ser percorrido, mas vale muito a pena. O planeta agradece. 
Postagem escrita pela Rosana.

Ah 1! Esse acompanhamento teve participação da Rosana e do muriquinho mirim Thomás...

Ah 2! E ainda deu tempo de jogar futebol de botão com botões e gol improvisados... Essa ideia do gol feito de pote de sorvete eu já coloquei nos meus arquivos...
Observação: os "Ahs"são um acréscimo meu...

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Casinha ou Cassinha?

Andam dizendo que o Muriquinhos ganhou uma casinha no Parque do Jaraguá. A Rosana foi chegando e logo pensando em tomar conta da casinha que segundo ela é a cara do muricos pois quem morava lá antes já tinha espírito de operação resgate de materiais: os banquinhos são feitos de pneu e corda trançada e as latas de lixo também são ecológicas.

Bom, mas para quem não sabe, até o muriquinhos tem chefe (ou pelo menos e gente gosta de brincar que tem...). Nossa chefe é a Cássia Roza. Quando a bagunça tá muito grande, lá vem a Cássia para colocar ordem na brincadeira... ordem e um toque de rosa...

Foi por isso, que o Jair, nosso grande parceiro da Cooperativa Crescer, disse que a casinha vai mudar de nome...vai passar a se chamar "cassinha". Hum... será que vamos ter que pintar a casinha de rosa?

Deixando a brincadeira da casinha/cassinha de lado, vamos a atualização das nossas andanças. O muriquinhos tem colocado o pé em muitos lugares diferentes nestes últimos meses, e estamos adorando todo o movimento. Pena que nem todos os muricos estejam participando. Mas o ano que vem promete. Este ano só estamos plantando pequenas sementes...


No dia das crianças, a Rosana, a Cássia, o João, a Laís, o João Pedro e o Thomas (será que esqueci alguém?), ou seja, a família toda (porque brincadeira também é coisa de família...) esteve no Parque Estadual do Jaraguá, para participar de um evento em comemoração ao dia das crianças. 

Lá na tal casinha, que vamos adotar, foram feitos copinhos voadores e corrupios com quase cem crianças. Teve também uma pequena exposição de brinquedos e distribuição de piões de tampinha de detergente. Mesmo com o dia chuvoso, apareceu muita gente para contemplar o movimento dos copinhos voadores e para testar a habilidade no girar do corrupio.

Nossa casinha já está começando a ser habitada por brincantes...