quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Casa das Rosas


A Casa das Rosas é uma construção cheia de charme que fica na Avenida Paulista, aqui em São Paulo. Já foi espaço de exposição de arte e hoje abriga o Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, ou seja, continua a ser um espaço de arte e cultura.
Um dia até sonhei em ter um ateliê no porão da Casa das Rosas. Escrevi um projeto com uma amiga, mas a ambição foi maior que a realidade.
Com tudo isso, nem preciso dizer o quanto fiquei feliz com o convite para participar do evento do dia das crianças.
Vou contar as Histórias Dobradas e ensinar as crianças a fazer brinquedos de dobraduras.
Vai ser no dia 12 de Outubro, às 15h.
Quem quiser passar a tarde entre dobras e histórias... apareça.




quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Baú de Possibilidades




Um livro bom, de graça e sobre o brincar... vai me dizer que você não quer?


Se ainda não te convenci, lá vai a frase que começa o livro:


"... que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica nem barômetros etc. Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós." Manoel de Barros


Se agora já bateu pelo menos uma pontinha de curiosidade, baixe o livro neste site.
Eu já peguei o meu exemplar virtual e li alguns trechos.
O capítulo que li na íntegra, Arte e Experiência, foi escrito por Sirlene Giannotti. Um relato sobre a experiência de três crianças com o processo de criação na arte cerâmica. É ler e viver um pouquinho com as três crianças. É ler e descobrir "como fizeram para juntar o seu coração?"









sexta-feira, 17 de setembro de 2010

!!!!!!!!!!!!!!!!!

Fiquei com cara de nuvem passageira... foi rápido para alguém adivinhar o que é:
- Logo de cara, a Analuci, do Vida de Professora, matou que é um jogo;
- E logo de coroa (só para fazer brincadeira de palavras), a Gisele, do Kids Indoors, terminou de desvendar o mistério...
Tô achando que a Camila andou contando o segredo....


Minha maletinha (minha não... porque fiz de presente para a Camila e tive força e coragem para dar...) é mesmo um jogo Cara a Cara.


Deu um trabalhão, mas a Camila merece...


Passo a passo:

- Arranje tampinhas de caixinha de suco (ou faça como eu e "empreste" de uma amiga como a Rosana...); Você vai precisar de muitas e se forem de duas cores diferentes o jogo fica mais bonito;

- Arranje figurinhas de "pessoinhas" diferentes. Eu usei os desenhos dos muriquinhos. Você vai precisar de duas de cada;

- Aliás, você vai precisar de duas pequenas de cada e duas maiores também, para fazer as cartas do jogo;

- Encape uma caixa com tampa grudada, uma que já se pareça com uma maleta. Se não tiver, pegue um papelão, faça uns cálculos e construa sua própria maletinha (eu fiz assim, por isso deu trabalho);

- Encape duas caixinhas de sabonete (ou outra que tenha o mesmo tamanho). Na caixinha de sabonete a vantagem é que as cartas ficam perfumadas....;

- Cole as figurinhas pequenas na tampinha (eu colei primeiro em um pedacinho de EVA, para não rasgar no pininho que geralmente tem nessas tampinhas;

- Cole as tampinhas do lado de dentro da maletinha e tchantchantchantchan!!!!

Seu cara a cara está pronto...


Acho que esqueci alguns detalhes, mas quem ficar com dúvida é só me escrever...





Adicionar imagem


quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Por fora... uma maletinha...


Mas por dentro... o que será?

sábado, 11 de setembro de 2010

?????


O que será isso????

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Muriquinhos na Mochila


Será possível carregar um muriquinho na mochila? Como no mundo da brincadeira quase tudo (ou será tudo?) é possível... muitas crianças da região de Sorocaba levaram um pouquinho do muriquinhos na mochila, em agosto.


Explico melhor... em julho, o Rafael Tadashi, encontrou o nosso blog e entrou em contato perguntando se poderíamos contribuir com um passo a passo para a revista Na Mochila (É uma revista que circula na região de Sorocaba e Bauru).



Como precisava ser rápido, e também precisava ser fotografado (nossos manuais normalmente são desenhados, pois isso possibilita uma impressão mais barata), resolvi fazer um aviãozinho que foi inventado por um aluno meu das antigas (estou tentando lembrar o nome dele, mas a memória é fraca...).

Corri um pouco para arranjar o material e fotografar tudo em detalhes e, em agosto, o passo a passo foi publicado...

Para folhear a revista na internet clique aqui.
Ah! na próxima edição tem mais muriquinhos na mochila... aguardem!!!

Brincadeira de agosto #Dia do Bem Fazer

Depois da super viagem da Camila, em Julho, para Paris, ficou parecendo que em Agosto paramos para descansar... Mas foi só impressão.

Tivemos uma oficinona (de dia inteiro) no Centro Comunitário Ludovico Pavoni, no Real Parque. Brincamos muito fazendo cavalinhos, bonecos, carteiras mágicas, binóculos, piões e labirintos. A Rosana contou as histórias de barbante para um público numeroso e terminamos o dia passando pela ocaôca. Foi o Dia do Bem Fazer, uma iniciativa do grupo e de voluntários do grupo Camargo Corrêa.

A Camargo Corrêa tem sido uma das grandes incentivadoras do trabalho dos Muriquinhos. Desde 2007, todo ano, eles nos procuram para propor uma nova brincadeira. E a gente torce para que essa parceria continue dando bons frutos.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

ENCONTRO COM DIFERENTES CULTURAS


Merci! Grazie! Gracias! Thanks! OBRIGADA!

“As crianças não brincam de brincar. Brincam de verdade…
Triste de quem não conserva nenhum vestígio da infância…”


(Mário Quintana)


Na primeira quinzena de julho o nosso grupo representou o Brasil em um Congresso Internacional de Psicomotricidade. O nosso projeto unido aos princípios da psicomotricidade foi objeto de reflexão no ateliê desenvolvido em Paris por intermédio do ISPE-GAE (Instituto Superior de Psicomotricidade).
O trabalho desenvolvido teve como tema: “O olhar da psicomotricidade na construção de brinquedos com materiais reutilizáveis”. Unimos o caráter lúdico da construção de brinquedos à consciência ecológica. Além disso, apresentamos o brincar no processo de aprendizagem, resgatando possibilidades de articulação de raciocínios, de expressão visual, auditiva, proprioceptiva e cinestésica.
Os objetos construídos com materiais reutilizáveis em que o lixo possui outra finalidade, que não seja o retorno no ciclo de produção original, é muito significativo, pois analisando o aspecto afetivo percebemos que o indivíduo ao construir o brinquedo, carrega inconscientemente a mensagem de lidar com o velho, com o que já foi usado, modificando-o e valorizando-o. O aspecto cognitivo está em imaginar e criar novas alternativas a partir de uma situação pré-determinada, além do valor ecológico e de cidadania (redestinar o material para que ele seja reaproveitável e ganhar uma nova finalidade, não ficando mais perdido em aterro de lixo).
Na cultura brasileira encontramos uma grande variedade de brinquedos criados a partir de objetos simples e reutilizados, tais como embalagens. Temos brinquedos de origem indígena, africana, européia, entre outras influências. Nos nossos tempos, muitos desses brinquedos ficaram esquecidos na memória de quem teve a oportunidade de passar sua infância em lugares mais livres da violência e menos influenciados pela cultura industrial.
A quantidade de lixo produzida diariamente por um ser humano é de aproximadamente 5 Kg. Se somarmos toda a produção mundial, os números são assustadores. Só o Brasil produz 240 000 toneladas de lixo por dia.O aumento excessivo da quantidade de lixo se deve ao aumento do poder aquisitivo e perfil de consumo de uma população. Além disso, quanto mais produtos industrializados, mais lixo é produzido, como embalagens, garrafas,etc.
Segundo a secretaria do meio ambiente apenas 2% do lixo de todo o Brasil é reciclado! Uma garrafa plástica ou vidro por exemplo pode levar 1 milhão de anos para decompor-se. Uma lata de alumínio, de 80 a 100 anos. Porém, todo esse material pode ser reaproveitado, transformando-se em novos produtos ou matéria prima, sem perder as propriedades.
Quando reaproveitamos uma embalagem devemos estudar suas características (forma, cor, tamanho, flexibilidade, etc) para transformá-la no que queremos. Esse é um grande exercício de olhar e de apropriação desse objeto, para que possamos transcender sua função inicial.
A construção de brinquedos muitas vezes é acompanhada por um jogo ou uma brincadeira, logo, ampliamos a possibilidade terapêutica e educacional.
Concluo esta postagem agradecendo cada palavra de troca, de admiração, de comunhão... no nosso primeiro encontro internacional!
(Dados epidemiológicos: pesquisa de Lara Loureiro).









E COMO SEMPRE APRENDEMOS NOS NOSSOS ENCONTROS... ABAIXO A MAIS NOVA RECRIAÇÃO...





quarta-feira, 14 de abril de 2010

Tampas e tampinhas

Acho que de todos os materiais que reaproveitamos, as tampinhas ocupam o primeiro lugar da lista. Brincamos, dizendo que são muito valiosas. São como moedas, só que de plástico.
Só para apontar algumas vantagens: elas são pequenas, portanto fáceis de guardar. Em geral, são bem resistentes, o que torna o brinquedo produzido resistente também. Tem mil cores e formatos, o que favorece o processo de criação.
Se mesmo depois disso, você acha que tampinhas são inúteis, mande-as todas para os muriquinhos... ou quem sabe para esse artista que parece gostar tanto de tampas quanto eu...

A primeira vez que vi uma de suas obras fiquei curiosa. Depois passei pelo mesmo lugar com a Edna e a Andrea. A Andrea me contou que viu o cara (ops! o artista) colocando as tais tampas e também achou interessante (a Andrea já é toda contaminada com essa coisa de olhar de artista...). Dai em diante fui reparando que existem várias obras espalhadas pelas ruas perto do colégio onde trabalho (em São Paulo, na região do Butantã, Pinheiros e Lapa).
Mas hoje descobri uma obra sua em um lugar diferente: aqui na net. Estava bisbilhotando este blog de arte brasileira contemporânea, quando me deparei com as tais tampas, ou melhor, com a intervenção com tampas.
O nome do artista é Thiago Bender e o da obra é Olhos Cósmicos.
Procurei mais informações, mas ainda não encontrei. Foi então que tive uma ideia muriquinha:
é uma espécie de caça ao tesouro. Quem me mandar uma foto de uma obra do Thiago Bender (desta série das tampas) ou alguma informação sobre ele, ganha um brinquedo do muriquinhos. É só mandar para pri.okino@uol.com.br

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Come-come

Depois de muitos pedidos (postagem brincadeira para dias de chuva) e muito tempo sem atender os pedidos, finalmente consegui fotografar o passo a passo desta dobradura que fez parte da infância de muita gente (e tomara que ainda faça parte de mais...)
Bom, primeiro você vai precisar de um papel quadrado. O tamanho não importa, importa que seja quadrado. O quadrado feito com uma folha sulfite é perfeito para brincar. Eu já fiz gigantes, com cartolinas; e miniaturas com papel de bloquinhos de anotação.

Dobre ao meio (no local indicado pela linha tracejada)...

... juntando as pontas e formando um triângulo.

Abra e dobre novamente, juntando as duas outras pontas...

... e formando outro triângulo.

Abra e dobre uma das pontas até o meio do papel.


Dobre as outras pontas até o meio.

Vire a dobradura.


Dobre as quatro pontas até o meio do papel.

Vire novamente a dobradura.

Dobre as pontas que estão no meio até a parte de fora.

Vire a dobradura.

Dobre ao meio, na marca indicada pela linha tracejada.


Abra e dobre no outro sentido.


Ajeite o brinquedo, encaixando os dedos polegares e indicadores em cada uma das casinhas formadas.

Agora é só desenhar e brincar.