
"O mais importante e bonito do mundo é
isto: que as pessoas não são sempre iguais,
não foram terminadas, mas que elas estão
sempre mudando, afinam e desafinam.
Verdade maior é o que a vida me ensinou”.
(Guimarães Rosa)
isto: que as pessoas não são sempre iguais,
não foram terminadas, mas que elas estão
sempre mudando, afinam e desafinam.
Verdade maior é o que a vida me ensinou”.
(Guimarães Rosa)

Diante do depoimento da Pri, a respeito do seu pai, que foi um multiplicador do Brincar, me sinto à vontade para contar para vocês a história de um representante do grupo dos Muriquinhos mais experientes, aqueles que nos aproximam da sabedoria, da autenticidade, da riqueza ao construir um brinquedo.
Meu avô, Sr. Carlos, com 85 anos, que há 60 anos constrói bolas. No começo de sua história ele costurava bolas em uma fábrica com couro legítimo, era um funcionário do brincar. Quando se aposentou, a brincadeira permaneceu na sua vida, mas com um propósito maior: ver o sorriso e escutar as palavras de encantamento, ao entregar a bola para alguma pessoa.

Agora, fica para cada um de vocês... a lembrança dos Muriquinhos que nos tornaram amantes do brincar por suas influências, por suas histórias, por suas causas ora hereditárias, ora ambientais!

“Nos olhos dos jovens arde a chama, nos olhos dos velhos brilha a luz." (Albert Camus)
Texto: Camila Bruno
Texto: Camila Bruno
A cada dia vamos identificando mais um muriquinho a nossa volta. Isso me faz pensar que muriquinho é mesmo aquele que faz o que gosta com a alma.
ResponderExcluirAdorei essa postagem.
Beijos
Rosana
E eu sou uma das crianças que ficou feliz ao ganhar uma bola feita pelo Sr Carlos...
ResponderExcluirCamila, se puder contar a seu avô que muitas crianças que já puderam brincar com suas bolas ficaram muito felizes. Inclusive crianças nem tão novas assim, algumas com 20, 30, 40, 50... anos.
ResponderExcluirSempre que posso conto a história dele e um dia ainda quero passar alguns momentos ao seu lado.